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terça-feira, 5 de agosto de 2014

Assista a vídeos de dez contos, três canções, dois poemas, duas crônicas, uma anedota, uma lenda e um cordel lidos pelos autores ou por uma contadora de histórias. Você também pode baixar os textos e imprimi-los para ler com a turma







http://revistaescola.abril.com.br/vem-que-eu-te-conto/

sábado, 26 de julho de 2014

Proposta de texto: deve-se fazer tudo para ser feliz?

O artigo “A arte de ser feliz” da edição de 23 de julho de 2014 da Revista Veja traz o questionamento sobre os limites e as iniciativas do que se pode fazer para conquistar a felicidade. Esse foi o tema da proposta de dissertação na prova de filosofia do vestibular francês deste ano. O artigo traz diversas linhas de discussão sobre o tema e propõe uma reflexão. A sugestão é usar o roteiro abaixo em conjunto com a apresentação de slides que preparamos para sua aula.

Começo de conversa
Leia com a turma o artigo e peça para que os alunos levantem os principais trechos com argumentos do filósofo alemão Arthur Schopenhauer (1788-1860) em sua conceituação sobre felicidade. No texto, a classe deve identificar os tópicos abaixo:
1)    Estar ciente de que só a dor é verdadeira.
2)    Evitar a inveja: ela tortura quem a nutre e, por esse motivo, causa infelicidade.
3)    Ser fiel a si próprio.

Esclarecendo a discussão

O que é a felicidade?
Debata com a turma os argumentos de Schopenhauer, levantando questionamentos.
-Todos concordam com os três pontos?
-O argumento de que a felicidade é ausência de tristeza ou de inveja é válido?
-De que forma esse tipo de construção pela negativa (“ausência de…”) é interessante para fortalecer a argumentação?

Em seguida, leia e discuta com os alunos as definições e os conceitos de felicidade apresentados a seguir (retirados do plano de aula “Pergunte aos alunos se a felicidade é apenas um estado de espírito”). A ideia, aqui, é levá-los a identificar a ideia central de cada autor.

Epicuro (340-270 a.C.) 
Filósofo da Antiguidade grega, foi um materialista. Para ele, o universo era feito de partículas indivisíveis - os átomos -, incluindo aí corpos e espíritos dos homens e dos deuses. Dessa forma, sua filosofia desemboca numa crítica da intervenção divina nas atividades humanas. Para Epicuro, o bem maior era a busca de prazeres moderados, como a tranqüilidade e a ausência do medo, por meio do conhecimento. Essa filosofia recomendava também a abstenção de excessos como forma de prevenir desilusões posteriores.

Voltaire (1694-1778) 
Pseudônimo literário de François-Marie Arouet. Foi um dos autores mais importantes do chamado iluminismo na França. Escreveu peças teatrais, poesias, contos, romances e ensaios filosóficos. Sua obra mais conhecida é Cândido, de 1759, romance que ridiculariza o preceito de que "tudo é para o melhor neste, o melhor de todos os mundos", numa referência implícita aos horrores da Europa no século XVIII. Em suas polêmicas, Voltaire atacava o otimismo filosófico e religioso.

John Stuart Mill (1806-1873) 
Filósofo inglês e economista político importante para todo o pensamento liberal, abraçou o utilitarismo, corrente fundada por Jeremy Bentham no século XVIII. Um exemplo interessante de sua preocupação com a liberdade é o seu princípio de que as pessoas poderiam se comportar como quisessem, desde que isso não prejudicasse os outros. O utilitarismo pode ser pensado como uma ética que prega mais felicidade para o maior número de pessoas. Para Mill, o correto era seguir as regras (e não somente os atos) que garantiriam a maior felicidade possível.

Jean-Paul Sartre (1905-1980) 
Pensador francês e fundador do chamado existencialismo, ganhou celebridade nos anos 50. Pregava que a experiência humana precede qualquer julgamento moral, divino ou qualquer essência. Ou seja, para ele não havia regras fundamentais, sagradas ou essenciais que pudessem guiar nossas atitudes e nossos valores. Essa filosofia, influenciada por Nietzsche, é criticada por supostamente celebrar o niilismo. Seus defensores argumentam que não se trata disso, mas de construir referências próprias, sem imposições.

Os aspectos da discussão
O que significa ser feliz hoje?
Desafie os grupos a comparar as ideias de Schopenhauer, Sartre, Stuart Mill, Voltaire e Epicuro com os dias de hoje, com base no trecho do artigo a seguir:
“Tema frequente no universo pop, em especial em relação ao amor, a felicidade é um assunto exploradíssimo no mundo da propaganda - de comerciais de supermercado aos de banco, passando pelas inevitáveis cenas familiares dos anúncios de margarina. Em ambos os casos, vende-se a ideia de satisfação permanente, de encantamento suspenso no tempo e no espaço, de euforia de balada. A estratégia é legítima, embora vá de encontro à realidade tão bem expressa pela máxima do moralista François de la Rochefoucauld: ‘Não se é jamais tão infeliz quanto se crê, nem tão infeliz quanto se esperava’.”
Instigue a turma a apontar semelhanças e diferenças entre as concepções filosóficas e a apresentada nas propagandas contemporâneas. Faça uma lista no quadro com as opiniões levantadas pelos estudantes.

O que é ser feliz para você?
Peça aos alunos que respondam à pergunta “o que é ser feliz para você” e, em seguida, que socializem as respostas com a turma e, com base nelas, nas concepções dos filósofos e na relatividade do tempo abordados anteriormente, discuta como há diversas concepções de felicidade.

Resumindo
Nessa indicação de discussão de texto, o roteiro sugerido é partir do tema “Felicidade” por um caminho que envolva:
• Identificação dos argumentos do texto
• Esclarecimento sobre o conceito de felicidade para Schopenhauer
• Leitura sobre o conceito de felicidade para outros filósofos
• Análise comparativa sobre os conceitos de felicidade e o mundo atual
• Reflexão sobre o sentido da felicidade para si e sua relatividade
• Proposta de texto argumentativo sobre os limites da busca da felicidade

Avaliação
Peça aos alunos que escrevam um texto argumentativo que responda à pergunta: “Deve-se fazer de tudo para ser feliz?”.
Ao analisar a redação, considere o que os alunos aprenderam sobre as diferentes noções de felicidade e se exprimem adequadamente por escrito esses conceitos. Avalie também como a turma entende a relação de nossa sociedade com a felicidade e o quanto isso influencia suas ações nos grupos sociais de que participam. Verifique, por fim, a capacidade de articulação das ideias abordadas sob forma de argumentação no texto.

Leia mais



Falar antes de escrever

Propor rodas de conversa antes das atividades de escrita pode ajudar os alunos a adquirirem maior fluência ao escrever
Um dos grandes desafios da EJA, especialmente com os alunos que se alfabetizam já adultos, é melhorar a expressão escrita.
Escrever é bastante diferente de falar. Aprendemos a falar, na imensa maioria dos casos, quando ainda somos muito crianças, quase “sem querer”. É claro que se trata de um processo complexo, cheio de influências biológicas, sociais e culturais. No entanto, é tão corriqueiro observarmos uma criança crescer e aprender a falar que encaramos a aquisição da fala como algo natural.
O escrever, contudo, não se desenvolve da mesma forma. Na maior parte das vezes, a aquisição da escrita acontece na escola e precisa da intermediação de um professor, que intencionalmente proporciona situações para que ela ocorra.
Podemos encarar o processo de aprender a escrever como uma transição da fala para a escrita; embora essa seja uma simplificação, pode ser útil em termos didáticos. Na escola, é preciso fazer essa transição juntamente com os alunos, repisando o caminho de como uma fala pode ser escrita, explicitar que essa transição está sendo feita, para que os alunos se familiarizem e se desenvolvam no processo.
Seguindo dicas de uma colega professora de Língua Portuguesa e estudando um pouco sobre o assunto, aprendi que o desempenho dos alunos nas produções escritas melhora bastante se, antes de escrever, eles falarem sobre o que escreverão. Por exemplo: após realizar um experimento na aula de Ciências, é interessante que os alunos registrem por escrito o que vivenciaram. Geralmente, o experimento ocupa uma aula e o relatório sobre ele, mais uma.
Quando iniciei na EJA, eu propunha que os alunos, após a aula do experimento, passassem diretamente à escrita na aula seguinte. Depois dessa dica, eu mudei o encaminhamento e fazemos uma roda de conversa sobre o que aconteceu no experimento, os materiais que usamos, os resultados obtidos etc. Nessa roda, eu peço que os alunos falem em voz alta como se “estivessem escrevendo”. Um exemplo: “Pegamos um termômetro, fomos ao laboratório e ao pátio e medimos a temperatura do ambiente nesses dois lugares.”
Percebi que, depois de conversar sobre o assunto, o desempenho dos alunos na escrita é muito melhor. A conversa nesse contexto cumpre uma dupla função: rememorar o experimento (pois muitos alunos esquecem os detalhes do que vivenciaram) e fornecer modelos para o registro escrito. Muitos alunos com dificuldades, ao ouvir as propostas dos colegas, têm ideias de como podem proceder. Na medida em que fazemos atividades semelhantes, aos poucos vão se soltando e dando suas próprias sugestões.
Obviamente, inserir a roda de conversa nessa sequência didática ocupa tempo (nosso recurso mais precioso!). Contudo, na minha avaliação, esse investimento vale a pena. Quando eu conduzia a atividade sem a conversa, acabava gastando o mesmo tempo recordando o que tinha acontecido, dando sugestões sobre como iniciar e desenvolver o texto… Enfim, acabava fazendo a mesma coisa que agora fazemos coletivamente nas rodas de conversa.
Como você vê essa questão? Na sua experiência, o “falar antes” melhora o escrever?




http://revistaescola.abril.com.br/blogs/eja/2014/07/23/falar-antes-de-escrever/

domingo, 14 de abril de 2013

Descobrimento do Amaral


AULA DIVERSIFICADA

TURMAS:                                            3001, 3002 e 3003
PROFESSORA:                             MARCIA  SANTOS
DISCIPLINA:                                   LEITURA E PRODUÇÃO TEXTUAL


INTRODUÇÃO

Este projeto será aplicado no intuito de identificar diversos mecanismos de leitura e produção textual.


OBJETIVO GERAL
Compreender as diretrizes do mecanismo de Linguagem não verbal ao transmitir uma mensagem.


JUSTIFICATIVA
Devido à grande necessidade no momento de compreender um texto e certificar que todo e qualquer autor seja escritor, pintor etc... ao fazer um trabalho deseja transmitir uma mensagem se faz necessário a utilização de métodos de análise de telas pintadas pela artista plástica Tarsila do Amaral. Além disso, identificar o papel da mesma no movimento conhecido como Semana de Arte Moderna.


METODOLOGIA

          A metodologia que será aplicada é de abordagem sintética através de um levantamento de pesquisa de campo com analise das telas de Tarsila, atentando para as cores, os traços e as personagens retratadas. Além de apresentação em forma de seminário e, ainda, montar um mural com algumas obras.

RESULTADO
As turmas em questão souberam aproveitar de maneira diversificada o conteúdo apresentando trabalhos e dividindo e somando conhecimentos.