sábado, 22 de junho de 2013




Amar é delicioso! Mas pode também ser sofrido, principalmente quando o conceito que se tem de amar e ser amado está pautado no sacrifício, a famosa prova de amor. É aí que mora o perigo. Quando a gente aprende que amar é se doar e fazer as vontades do outro, sem levar em conta a conta que vai pagar, o amor torna as pessoas vulneráveis.
Na adolescência, a pouca vivência própria da idade predispõe os jovens a esse amor vulnerável. Esta vulnerabilidade compromete a capacidade de dizer não às situações que podem colocar o casal em situações de risco, como a gravidez precoce e as DST/Aids.
Para ajudar a entender um pouco melhor as situações de vulnerabilidade que os jovens casais podem enfrentar e como preveni-las, eu adaptei uma vivência psicodramática, criada pelo psicodramatista Arnaldo Liberman, a Retramatização. Ela protege o anonimato das pessoas, proporcionando que os temas venham à tona sem que ninguém identifique quem os trouxe, o que é muito pertinente para esta temática.

Prova de Amor e a Vulnerabilidade

Objetivo: Promover a conscientização dos alunos em relação às atitudes no relacionamento afetivo que aumentam sua vulnerabilidade à DST/Aids e gravidez na adolescência

Duração: 1:30 min

Material: Filipeta de papel de mais ou menos uns 10cm de altura, 4 folhas de papel Sulfite e canetas hidrográficas

Procedimento
1. Aquecimento

Conte para os alunos que o tema da aula é Prova de Amor. Em seguida pergunte se eles já ouviram falar sobre isso e peça para que definam, em voz alta, o que entendem por Prova de Amor. É interessante estimular a contribuição de toda a turma para conseguir colher percepções variadas sobre o assunto.

2. Ação
·                      Os alunos, ainda em seus lugares, devem pensar em alguma Prova de Amor que lhe tenham pedido, que ele pediu, ou ouviu falar. Não precisa ser exatamente dele, pode ser de filme, novela, ou que um amigo contou. Oriente os alunos a fecharem os olhos e pensarem em um bom exemplo. Quando o exemplo estiver claro na cabeça, o aluno deve abrir os olhos para que o educador saiba que ele está pronto.
                       Entregue a cada aluno uma filipeta de papel e peça para que escrevam nela o exemplo em que pensaram e o conservem consigo. Em seguida, peça para os alunos formarem três grupos com o mesmo número de pessoas, aproximadamente.
                       Dê uma numeração para os grupos. Em seguida, distribua uma folha de papel sulfite para cada equipe, peça que leiam todos os exemplos dos colegas de seus grupos e selecionem aqueles que oferecem risco ao casal em relação à DST/Aids ou à gravidez na adolescência.
                       Em seguida, um representante do grupo deve recolher os exemplos selecionados e entregar para o grupo seguinte ao seu, no sentido horário (o grupo 1 passa para o 2 e assim sucessivamente). Os exemplos que não foram selecionados devem ser entregues ao educador, que fará uma releitura para fazer novos questionamentos na etapa dos comentários.
                       Os grupos devem ler os exemplos e criar uma história. Os personagens devem ser caracterizados com nome, sexo e idade, com o cuidado de não estar associado a ninguém da sala. É importante que descrevam o local onde a situação acontece, a conversa entre o casal e a atitude que eles tomaram diante do fato.
                       Uma vez finalizada a história, ela deve ser passada adiante para o grupo seguinte, no mesmo sentido. Este próximo grupo deverá fazer uma dramatização da história.
                       Quando todos estiverem prontos, solicite que todos sentem em semicírculo e iniciem as apresentações.
                       Após cada apresentação, pergunte à turma quem tem vontade de dizer alguma coisa para um dos personagens. Enquanto os alunos falam ou aconselham os personagens, anote as colocações mais significativas para enriquecer a discussão e recolha a história escrita.
                       Depois de todas as apresentações, estimule a discussão, faça comentários e pergunte as dúvidas da turma.

3. Comentários
Explique para os alunos que eles participaram de uma produção grupal que envolveu a participação de todos em cada etapa. Tudo o que foi falado reflete o pensamento do grupo como um todo. Pergunte o que os alunos aprenderam com o exercício e estimule o debate. Para movimentar a discussão, traga à tona as notas tomadas durante as apresentações e os exemplos que ofereciam risco e não foram selecionado por eles.

Pontos para discussão:
                       Para se amar é necessário fazer sacrifícios?
                       Quais as consequências dos sacrifícios vivenciados neste exercício?
                       Em quais situações o risco de gravidez e DST/Aids aconteceu?
                       O que fariam diferente dos personagens?

4. Avaliação
Levando em consideração o risco que os personagens correram com a Prova de Amor, o educador deve solicitar ao grupo como um todo que dê uma nota de 0-10 para cada história apresentada.


quarta-feira, 5 de junho de 2013

O professor de Artes, Luis Henrique Almeida, nos proporcionou inesquecíveis momentos de aprendizagem e orientação ao nos levar a participar do projeto Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) no dia 22/05/2013:





Confira:


Lá, todos, todos puderam conhecer de tudo, inclusive, um pouco da cultura brasileira:

















segunda-feira, 3 de junho de 2013

Apontamentos do Professor e Especialista em Ensino em Biociências e Saúde Rogério de Farias a respeito de biologia básica

“Exercício também mata a fome”
Artigo da Ciência Hoje, publicado em 24/08/2010, por Manuela Andreoni

Por: Rogério de Farias

Acesse o material através do seguinte site:

http://www.4shared.com/office/V-NZwWsp/apresentacao_biologia_basica.html
PROVAS ANTERIORES DO ENEM


Caríssimo(a) aluno(a),

conforme solicitado e prometido,

no site abaixo, você poderá encontrar diversas provas do ENEM.

Acesse-o e divirta-se:


http://www.4shared.com/folder/kmPsfm21/Enem.html

domingo, 2 de junho de 2013

Luta não é briga
Discuta e pratique com os alunos os diferentes princípios que embasam as lutas e mostre por que a violência não é parte desse universo

Objetivos
- Identificar, demonstrar e explicar as modalidades de luta presentes na comunidade (academias, centros esportivos, clubes etc.)
- Vivenciar as lutas com o maior número de colegas, adaptando-as, se necessário, às condições disponíveis na escola
- Identificar as diferenças de desempenho pessoal nas lutas, compreendendo-as como fruto das características pessoais e/ou da experiência
- Conhecer as especificidades que distinguem as lutas vivenciadas (vestuário, ambiente de prática, organização, equipamentos, graduação etc.), bem como a nomenclatura das técnicas e procedimentos empregados
- Posicionar-se com relação às estratégias pessoais ou coletivas adotadas durante a prática
- Mediante as vivências, observar as características técnicas das lutas (equilíbrio, imobilização, contusão, golpes no chão ou em pé, com o uso de membros superiores/inferiores, formas de finalização etc.)
- Compreender os processos históricos e princípios filosóficos relacionados às modalidades estudadas, diferenciando-as de questões alusivas a brigas e manifestações de violência.

Conteúdos
- Características das lutas e dos praticantes
- Princípios de confronto e oposição, classificação e organização
- História e filosofia da modalidade
Leia mais

Anos                               - Ensino Médio
Tempo estimado            - Cinco aulas

Materiais necessários
- Folhas de papel pardo ou cartolina
- Livros, revistas e computadores com acesso à internet
- Cenas de filmes que mostrem diferentes tipos de luta

Desenvolvimento
1ª etapa
Convide a turma a compartilhar seu conhecimento sobre diferentes lutas. Registre as informações em uma folha de papel pardo de maneira que possa ser vista por todos. Em seguida, verifique quem já possui experiência ou conhece algum local de prática no entorno da escola. Proponha uma visita em pequenos grupos aos locais mencionados com o objetivo de coletar informações acerca da luta e de seus praticantes. Em conjunto com os alunos, elabore um roteiro para essa visita de observação e estimule-os a filmarem as lutas praticadas nos diferentes ambientes.

2ª etapa

Proponha aos alunos que compartilhem as informações coletadas em dois momentos. Primeiro, façam uma apresentação sobre características do vestuário utilizado em cada lista, ambientes de prática, organização, equipamentos utilizados, tipos de graduação, entre outros. Em uma segunda apresentação, podem ser abordados aspectos técnicos e táticos como equilíbrio, imobilização, contusão, golpes no chão ou em pé - com o uso de membros superiores e inferiores - e formas de finalização da luta. Tome nota desses dados para que também possam ser utilizados em outros momentos da atividade. Analise com os alunos os conteúdos apresentados e selecione, em conjunto com eles, duas ou três modalidades para serem praticadas e estudadas de forma mais aprofundada.

3ª etapa
Proponha diversas vivências das lutas selecionadas, garantindo a alternância das duplas. Questione os alunos sobre a necessidade de adaptar as lutas às condições de prática. Valorize a participação dos alunos que já praticam alguma luta, fazendo perguntas sobre sua experiência e solicitando que apoiem os colegas durante as vivências. Estimule o grupo a comentar as estratégias utilizadas por eles durante a prática bem como as que observaram nos outros colegas.

4ª etapa
Organize com os alunos uma pesquisa - utilizando internet, livros ou revistas - para reunir outras informações a respeito das lutas selecionadas pela turma: história, rituais e princípios filosóficos, além da parte técnica. Conversem sobre a forma como os lutadores são apresentados na mídia. Compare as impressões compartilhadas pelos alunos com as informações obtidas durante a pesquisa. Recorrendo a filmes, textos ou pesquisas preparadas com antecedência, apresente outros elementos que possam descontruir eventuais representações estereotipadas ou distorcidas das lutas e de seus praticantes.

5ª etapa
Retome as vivências e estimule a incorporação das técnicas pesquisadas, propondo a análise da gestualidade empregada pelos colegas, além das dificuldades e facilidades encontradas na aplicação.

6ª etapa
Elabore coletivamente uma carta-convite para que um lutador apresente em sua escola a modalidade que pratica e, depois, seja entrevistado pela turma. De forma coletiva, construa um roteiro de perguntas, atentando para aspectos da prática, dos praticantes e de possíveis representações estereotipadas que envolvem a luta e os lutadores. Ao final da entrevista, prepare com o convidado a apresentação de algumas vivências da luta.

Avaliação
Divididos em grupos, peça aos alunos que relacionem as principais "descobertas" realizadas durante o estudo das lutas, justificando as escolhas feitas. Solicite que façam apresentações orais e debatam as posições que surgirem.

Para saber mais
NEIRA, Marcos Garcia. A reflexão e a prática do ensino – Educação Física. São Paulo: Blucher, 2011.

Marcos Garcia Neira
Professor de Educação Física da Universidade de São Paulo (USP)


Tipos de rios e domínios morfoclimáticos

Para apresentar as características que diferenciam um rio do outro, indique a interferência de fatores como clima e relevo nos cursos de água brasileiros


Objetivos
- Conhecer as características físicas dos diferentes tipos de rios brasileiros
- Relacionar as características dos rios com os domínios morfoclimáticos e as bacias hidrográficas

Conteúdos
- Rios
- Domínios morfoclimáticos e bacias hidrográficas

Anos                           Ensino Médio

Tempo estimado        Três aulas


Materiais necessários
- Lápis de cor, cartolina, cola, tesoura e papel vegetal 

Introdução 
Nesta semana Veja aborda o projeto que pretende dar ao rio Sena, em Paris, um parque esportivo e cultural com mais de 2 quilômetros de extensão. A leitura da reportagem "Paris ainda mais perto do Sena" (Veja, 2323, 29 de maio de 2013) pode inspirá-lo a abordar com seus alunos as características físicas dos rios brasileiros e a relação entre elas e o clima e relevo das distintas regiões do nosso país.

Leia mais
Desenvolvimento

1º etapa 
Comece relembrando que rios são correntes de água doce que se formam predominantemente a partir das chuvas, do derretimento da neve, de um lago ou mesmo um olho d’agua. 
Exponha elementos como volume de água e relevo para que os estudantes conheçam as diferenciações físicas dos rios:

- Volume de água: os rios podem ser pequenos e com menor volume de água, como os riachos ou ribeirões, ou podem ser volumosos como o rio Amazonas, no norte do Brasil, e o rio Paraná no sudeste e centro oeste;

- Nascente e foz: A nascente de um rio fica em um ponto mais elevado do terreno, enquanto a foz é onde ele termina. Em geral os rios terminam no mar, mas é possível que acabem em um lago ou outro rio. Ao longo do curso o rio tende a aumentar seu volume, uma vez que vai recebendo água das chuvas e de seus afluentes;

- Relevo: no Brasil existem rios de planície e rios de planalto. Os rios de planalto predominam em declives acentuados, vales encaixados ou com muitos desníveis e quedas d’água entre a nascente e a foz. Estes rios não são bons para navegação, mas possuem grande potencial de geração de energia hidrelétrica. Os rios São Francisco e Paraná são exemplos de rios de planalto. Já os outros, por serem rios de planície, não possuem grandes cachoeiras ou rupturas de declive, e favorecem favorecendo a navegação fluvial. Os rios de planície existem em menor quantidade no Brasil;

- Rios perenes e intermitentes: os rios podem ser caracterizados, principalmente, como rios perenes ou intermitentes. Os perenes possuem fluxo de água durante todo o ano e nunca secam, mesmo durante os períodos de estiagem. Já os intermitentes são aqueles que possuem fluxo de água apenas durante a estação das chuvas, e isso varia de acordo com o clima da região onde está o rio. Ainda há rios que são temporários, secos a maior parte do ano e comportam um volume de água apenas após uma chuva.

2º etapa 
Agora explique que os rios fazem parte de uma rede conhecida como bacia hidrográfica. Cada uma delas é formada por um rio principal, seus afluentes e subafluentes. Vale lembrar que afluente ou tributário é o rio que desagua em outro (chamado de rio principal) e subafluentes são os que desaguam nos afluentes.

Mostre aos estudantes um mapa da hidrografia do Brasil e ajude-os a perceber o desenho das bacias hidrográficas e a definição de suas respectivas regiões de drenagem. Destaque que a bacia Amazônica é a maior bacia hidrográfica do mundo, definida em uma área formada pelo rio Amazonas e um grande número de afluentes e subafluentes que cortam as regiões norte e centro-oeste. 

3º etapa

Neste momento, aponte a relação da hidrografia com o clima e o relevo do nosso território a partir da explicação dos seguintes itens:

- o  papel do relevo brasileiro de serras e planaltos na formação hidrográfica do país;
- a característica predominantemente quente e úmida do nosso clima, que faz com que haja chuvas abundantes em várias regiões e, portanto, uma grande quantidade de rios;
- o maior conjunto de água doce do planeta, onde temos a bacia do rio Amazonas, a bacia do rio Paraná e a bacia do rio Tocantins. 

4º etapa 
Peça aos estudantes que se dividam em onze grupos. Cada grupo vai ficar com uma das bacias hidrográficas brasileiras: Amazônica, do rio Tocantins, do rio Paraíba, do rio São Francisco, do rio Paraná, do rio Uruguai, e às regiões hidrográficas costeira do Norte, do Nordeste Ocidental, do Nordeste Oriental, do Sudeste e do Sul.

Leve cartolinas com o desenho das fronteiras do Brasil e os contornos das bacias hidrográficas. Entregue a cartolina recortada na forma da região tratada pela equipe. Nesse cartaz não deve ter nada desenhado. Os alunos é que deverão pesquisar e completar com o desenho do rio principal, seus afluentes e subafluentes.

Peça ainda que colem a figura em uma pequena cartolina. Isso para que a montagem do quebra-cabeça use as margens para fora do desenho da região para fazer a colagem. O objetivo será compor o mapa do conjunto das bacias hidrográficas do Brasil com as onze contribuições dos alunos. 

5º etapa 
Como o tema dos rios sugere a integração dos conhecimentos sobre o relevo, clima e vegetação, deixe claro que os elementos naturais mantêm grande relação entre si. Por exemplo, a maior ou menor altitude causa uma temperatura mais ou menos baixa. Se o clima for mais frio, a vegetação muda. Da mesma forma, o clima interfere no relevo. Quando há uma região muito úmida, com rios e florestas, há maior evaporação e maior quantidade de chuvas que, por sua vez, aumentam o volume de água nos rios e causam mais erosão.

Conte que o geógrafo Aziz Ab’Saber criou uma caracterização dos ambientes naturais do território brasileiro e agrupou as regiões que apresentam características físicas comuns: Domínio Amazônico, Domínio do Cerrado, Domínio de Mares de morros, Domínio das Caatingas, Domínio das Araucárias e Domínio das Pradarias, mais as Faixas de transição. 

Faça um mapa sobre os domínios morfoclimáticos brasileiros em papel vegetal, preferencialmente (esse mapa deve estar na mesma escala que o mapa quebra-cabeça das Bacias Hidrográficas). Use-o para ilustrar os domínios enquanto você explica à sala as características de cada um deles.

- Domínio Amazônico: abrange as planícies inundáveis da região amazônica e possui uma exuberante vegetação. A diversidade natural está relacionada às chuvas constantes no clima equatorial e favorece a decomposição da matéria orgânica que serve como nutriente para o crescimento das florestas. Esse domínio é ocupado pelo maior conjunto de florestas tropicais úmidas do mundo: florestas de terra firme e florestas de inundação.

-Domínio do Cerrado: é o segundo maior domínio natural do território brasileiro e ocupa principalmente a área central do Brasil. Mesmo que o clima tropical defina a estação chuvosa e a seca, a vegetação de árvores pequenas de troncos espessos e retorcidos está adaptada aos períodos de estiagem, com raízes profundas para retirar água. Mas há as matas que acompanham os rios, as matas de galerias e os buritizais. 

-Domínio dos Mares de Morros: ocupa todas as cadeias de morros e serras que se estendem pelo litoral brasileiro. Por conta da urbanização e industrialização do litoral essa região de extensa floresta tropical possui hoje apenas 7% da sua formação original. Aqui, o clima é influenciado pela existência das serras e está marcado pela alta pluviosidade do clima tropical litorâneo. 

- Domínio da Caatinga: ocorre em planaltos e chapadas principalmente do interior do Nordeste e estende-se por áreas de clima semiárido, cuja característica principal é a distribuição irregular das chuvas e possibilidade de grandes períodos de seca. As plantas são adaptadas às condições de ausência de chuvas, por isso perdem as folhas durante a estiagem. Nas áreas de maior pluviosidade, próximas aos morros, entre o litoral úmido e o sertão árido do interior, estão as matas pouco densas.

-Domínio das Araucárias: está caracterizado pelas áreas mais elevadas dos planaltos e serras da região Sul do Brasil. Associado ao clima subtropical, o domínio das araucárias não possui elevadas temperaturas, mas sim chuvas constantes ao longo do ano. A mata das araucárias predomina um tipo de árvore, sendo por isso uma mata homogênea e aberta, que já chegou a cobrir grandes extensões das terras altas do sul do país.

-Domínio das Pradarias: se dá em áreas do Rio Grande do Sul, é caracterizado pelo clima subtropical e tem chuvas bem distribuídas ao longo do ano, porém a vegetação é rasteira, formada basicamente por gramíneas. Onde os rios cortam as pradarias, há as matas galerias, que os acompanham em seu curso.

Observe com os alunos, como é possível construir um entendimento que relaciona as bacias hidrográficas e os domínios morfoclimáticos, uma vez que o relevo e a hidrografia, o clima e a vegetação estão intimamente relacionados.

Lembre também que dentre os domínios morfoclimáticos, Aziz Ab’Saber definiu ainda as faixas de transição entre um domínio e outro, onde se pode observar aspectos de mais de um domínio. Por exemplo, as Matas dos Cocais, entre o Amazônico e da Caatinga e o Pantanal, que cobre as terras inundáveis da bacia do rio Paraguai.

6º etapa

Agora que vocês já têm os mapas (o mapa em papel vegetal dos seis domínios morfoclimáticos mais as faixas de transição, coloridos com lápis de cor e o mapa das bacias hidrográficas brasileiras, montado na forma de quebra-cabeça pelos alunos) proponha uma sobreposição dos dois mapas. 

Não se esqueça de que os dois mapas devem possuir uma mesma escala e, para que seja visto pelo conjunto da sala. Então, coloque o segundo mapa acima do primeiro. O feito de papel vegetal vai permitir ver o mapa dos rios por baixo. Essa é a hora em que algumas relações e conclusões poderão ser estabelecidas.

Discuta com a turma a relação entre os rios, o clima, o relevo e a vegetação dos diferentes domínios climáticos. O importante dessa sequência didática é que o conteúdo geográfico acumulado é um conhecimento construído não apenas pelo professor, mas também pelos estudantes, na medida em que são convidados a participar e estabelecer relações, por si mesmos, entre os diferentes elementos que estão sendo debatidos. 

Avaliação
Avalie os estudantes por meio da confecção dos mapas e da participação durante as aulas.

Virna Carvalho David
Geógrafa e autora de livros didáticos




Até bem pouco tempo, as pessoas acreditavam que qualquer expressão sexual que fugisse dos padrões de comportamento socialmente definidos para o homem e a mulher era considerado anormalidade, ou mesmo doença. No entanto, estudos mostram que não é bem assim.
Para o autor do livro os Onze sexos, Ronaldo Pamplona, a sexualidade é formada por cinco elementos: o sexo biológico, a identidade de gênero, o papel sexual, a identidade sexual e, por fim, a orientação sexual. A combinação entre estes elementos marca as diferenças no jeito de cada pessoa ser e viver sua sexualidade. Vamos entender um pouco o que quer dizer cada um destes elementos.

Sexo Biológico
Quando um espermatozoide penetra o óvulo ocorre a fecundação. Todo óvulo contém um cromossomo X, já os espermatozoides podem conter os cromossomos X ou Y. Se o espermatozoide que o fecundou for do tipo X, o bebê será do sexo feminino. Mas, se o vencedor for do tipo Y, o bebê será do sexo masculino.
A partir de então, cada um dos sexos forma o seu aparelho genital, inclusive um tipo de glândula interna específica: ovário nas meninas e testículo nos meninos. Externamente, as meninas, quando bebês, são identificadas pela presença da vulva, vagina e clitóris e os meninos pelo pênis e a bolsa escrotal.
Identidade de Gênero e Papel Sexual
Por volta dos 2 ou 3 anos, as crianças descobrem os seus genitais. Essa descoberta anatômica tem uma grande importância na tomada de consciência de gênero e no desenvolvimento dos papéis sexuais. Os pequenos associam seu tipo de genital ao dos pais e, de acordo com a similaridade, imitam os comportamentos do pai ou da mãe.
Além disso, meninos e meninas são tratados de forma diferente desde a hora em que os adultos descobrem seu sexo, muitas vezes, ainda na barriga da mãe. Por meios de gestos, palavras, brincadeiras, prêmios e castigos, a família, a escola e a mídia passam para a criança informações e modelos que ensinam como eles esperam que um menino ou uma menina se comporte. Isto é o Papel sexual – a forma como cada um expressa sua sexualidade.

Identidade Sexual
A identidade sexual é o que o indivíduo acredita ser. E isto é um processo de construção psicológica que envolve o sexo biológico e o comportamento social. Para um garoto, por exemplo, acreditar que ele é homem, é preciso que ele saiba que é do sexo masculino, se reconhecer como homem e saber como um homem deve agir.
Parece óbvio, mas a aquisição da identidade nem sempre é assim. Os travestis, por exemplo, são pessoas com uma identidade sexual variável: num momento sentem-se homens, no outro, mulheres. Já os transexuais têm uma identidade sexual fixa, ou seja, acreditam serem homens ou mulheres, só que o seu corpo não corresponde a esse sentir. Um exemplo conhecido é o da Roberta Close.

Orientação Sexual
A forma como cada pessoa se sente – a identidade sexual – é individual e pessoal, bem como o desejo por alguém para amar e fazer sexo. A Orientação sexual é exatamente a direção para qual se inclina este desejo, de acordo com o gênero pelo qual a pessoa se sente atraída. Desta forma, existem três tipos de orientação sexual: heterossexual, quando se deseja pessoas do sexo oposto; homossexual, que é desejo por alguém do mesmo sexo; e bissexual, quando se deseja pessoas de ambos os sexos.
Assim, um homem heterossexual, por exemplo, nasce com os genitais masculinos, sabe que pertence a este gênero, aprende a se comportar como a sua cultura espera, se sente homem e deseja sexualmente pessoas do sexo oposto. No homem homossexual, todos os elementos da sua sexualidade ocorrem como no homem hetero, só que o seu desejo sexual está direcionado a alguém do seu mesmo sexo. Já na pessoa bissexual a atração pode ocorrer tanto por um gênero como pelo outro.
Como vocês podem perceber, a orientação sexual é um desejo que não depende da vontade consciente da pessoa. Ninguém decide ser hetero, homo ou bissexual de uma hora para outra, e muito menos por que é moda ou alguém falou para ser assim. Quando se tem um desejo que não corresponde às expectativas sociais, o indivíduo sofre bastante com a discriminação, o preconceito e a ignorância das pessoas.

Combate ao preconceito
Nestes últimos cinco anos, vários estudos, como o  Juventudes e Sexualidades, da UNESCO; Revelando Tramas e descobrindo segredos: violência e convivência nas escolas, estudo sobre as escolas do Distrito Federal, de Miriam Abromovay, Ana Lucia Cunha e Priscila Pinto Calaf; Preconceito e Discriminação no Ambiente Escolar, realizada pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE) e ainda Diversidade e Homofobia no Brasil, publicada pela Fundação Perseu Abramo, mostram o quanto, cada vez mais, a homofobia/transfobia (medo ou ódio irracional às pessoas LGBT) está presente na sociedade brasileira, inclusive nas escolas.
Por isso eu lamento muito o ocorrido com o material didático do projeto Escolas sem Homofobia, apelidado pejorativamente de Kit Gay, recolhido recentemente da rede pública de ensino devido à pressão de setores da sociedade. Este material traria, pela primeira vez, a oportunidade de a escola trabalhar com os alunos os diferentes jeitos sexuais de ser, mostrando de forma positiva que isto é uma condição humana como tantas outras e que merece ser respeitada.