quarta-feira, 24 de abril de 2013


PEDRA NOS RINS
Restrinja o consumo de alimentos com altos níveis de ácido oxálico e que, portanto, contribuem para a formação de pedras nos rins. São eles café, cerveja, nozes, espinafre, refrigerantes, cacau, batata doce e chá;

• Evite tomar grandes quantidades de vitamina C em forma de suplementos, pois isso pode aumentar o ácido oxálico na urina, promovendo pedras nos rins;

• Coma menos sal. Está demonstrada a relação entre as pedras nos rins e o sal. Leia os rótulos dos alimentos e tenha atenção no preparo dos mesmos, evitando aqueles ricos em sal;

• Não coma carnes em excesso. A proteína animal aumenta o nível de cálcio secretado na urina o que favorece as chances de se desenvolver pedras nos rins;

• De outro norte, coma mais alimentos vegetais, legumes, frutas e grãos, especialmente os ricos em magnésio, potássio e citrato, como kiwi, banana, morango, abacate, ervilha, milho, abobrinha, caju, amêndoas, melão, feijão, uva, couve, cenoura, cebola, couve-flor, espargos e limão;

• Cuide de sua hidratação. Beba água sempre que sentir sede. Se você estiver bem hidratado será muito mais difícil que surjam pedras nos rins;

• Beba limonada. Limões são ricos em citrato, que reduz as pedras nos rins.

Por fim, lembre-se de consultar um médico para receber o devido tratamento caso haja qualquer sinal de que pedras nos rins tenham se formado.



sábado, 20 de abril de 2013


Coronelismo: os segredos por trás da enxada e do voto
Apresente e contextualize os termos "Coronelismo" e "voto de cabresto" para os alunos e faça um panorama do poder político dos proprietários de terra do nordeste no início do século 20

Imagem da mini-série Gabriela da rede Globo inspirada na obra de Jorge Amado. Na foto, a população de Ilhéus e alguns Coroneis. (Foto: Gabriela / TV Globo) reprodução

Objetivos
-Conhecer e refletir sobre os chamados "coronéis" do nordeste e seu poder político no início do século 20

Conteúdos
-História do Brasil 
-Primeira República 
-Coronelismo

Anos                              - Ensino Médio 

Tempo estimado        Uma aula


Materiais necessários
- Cópias da reportagem "Parada no Tempo"  (Veja, 2317, 17 de abril de 2013)
-Trecho do livro "Coronelismo, Enxada e Voto" de Victor Nunes Leal. (P. 43-44) 
-Trecho do filme "Gabriela, Cravo e Canela" (Bruno Barreto, 1983). De 5529’’ a 1º0028’’. Disponível no You Tube. 



Desenvolvimento

1ª etapa
Inicie esta etapa de trabalho comentando com os alunos que o termo "Coronelismo" é muito recorrente na história da república brasileira e na política. Pergunte à turma qual é o significado da expressão e anote as respostas no quadro. 
Explique aos alunos que o termo "Coronelismo" remete a um momento anterior à República. Quando Dom Pedro I deixou o reinado, em 1831, foi criada a Guarda Nacional, criando um coronelismo institucional. Na ocasião, as patentes militares foram colocadas à venda pelo governo regencial que comandou o Brasil até 1842. Os homens mais ricos, grandes proprietários de terra, em geral, puderam comprar títulos de tenente, capitão, major, tenente-coronel e de coronel da Guarda Nacional, que era o mais importante de todos. 
Apesar da origem do termo ainda no período imperial, foi na República que ele ganhou mais representatividade no cotidiano do povo brasileiro e passou a conceder poderes maiores ao portador do título. Os coronéis da Primeira República eram grandes latifundiários e, eventualmente, comerciantes enriquecidos, que gozavam de grande poder e de muitos privilégios sobre a população brasileira. O grande diferencial do poder dos coronéis era a capacidade de determinar em quem os eleitores votariam. A expressão "voto de cabresto" é relativa a esse período da história do Brasil, pois o voto não era secreto e os jagunços dos coronéis utilizavam de punição física caso algum eleitor se manifestasse contra os interesses do mandatário local. Verifique se os alunos conhecem histórias similares nos dias atuais e incentive que eles façam o relato.

2ª etapa
Após introduzir o conceito de "Coronelismo" e de identificar seu momento histórico de maior influência, leia com a turma a passagem a seguir do clássico livro de Victor Nunes Leal chamado "Coronelismo, Enxada e Voto", disponível na internet, como auxílio para explorar outros elementos.

Coronelismo, Enxada e Voto
O fenômeno de imediata observação para quem procure conhecer a vida política no interior do Brasil é o malsinado coronelismo. Não é um fenômeno simples, pois envolve um complexo de características da política municipal [...]. Como indicação introdutória, devemos notar, desde logo, que concebemos o coronelismo como resultado da superposição de formas desenvolvidas do regime representativo a uma estrutura econômica e social inadequada.
Não é, pois, mera sobrevivência do poder privado, cuja hipertrofia constitui fenômeno típico de nossa história colonial. É antes uma forma peculiar de manifestação do poder privado, ou seja, uma adaptação em virtude da qual os resíduos do nosso antigo e exorbitante poder privado têm conseguido coexistir com um regime político de extensa base representativa.
Por isso mesmo, o coronelismo é, sobretudo, um compromisso, uma troca de proveitos entre o poder público, progressivamente fortalecido, e a decadente influência social dos chefes locais, notadamente dos senhores de terras. Não é possível, pois, compreender o fenômeno sem referência à nossa estrutura agrária, que fornece base de sustentação das manifestações de poder privado ainda tão visíveis no interior do Brasil.
Paradoxalmente, entretanto, esses remanescentes de privatismo são alimentados pelo poder público, e isso se explica justamente em função do regime representativo, com sufrágio amplo pois o governo não pode prescindir do eleitorado rural, cuja situação de dependência ainda é incontestável. Desse compromisso fundamental resultam as características secundárias do sistema coronelista, como sejam, entre outras, o mandonismo, o filhotismo, o falseamento do voto, a desorganização dos serviços públicos locais." Victor Nunes Leal (P. 43-44)
Antes de orientar a discussão, pergunte à turma o que foi entendido com o texto e estimule um debate com fins de definição do coronelismo. Explique alguns pontos que são importantes para compreensão do fenômeno. O coronelismo é uma manifestação diferenciada do poder privado em meio a um regime político de base representativa.
A ligação com o poder público foi feita através de um compromisso que estabeleceu trocas de favores. A força dos coronéis prestava grande favor ao presidente, preparando seu sucessor, e aos deputados, fornecendo-lhes votos e a permanência no poder político. Ou seja, uma completa interferência e manipulação dos votos, já que os coronéis obrigavam a população a votar nos candidatos que escolhiam.
O poder do coronel estava muito relacionado à distribuição populacional em regiões rurais do território brasileiro. Nesse contexto, o coronel era uma figura local de grande influência sobre os moradores de cidades menores, de regiões mais afastadas e de suas imediações. Os coronéis dominavam funções como de policiamento e de justiça que deveriam ser de autoridade do Estado nessas regiões. Submetendo, inclusive, delegados, juízes e prefeitos. Quanto mais terra possuísse, maior era seu poder, pois mais pessoas dependiam dele.





  Charge sobre o voto de cabresto. Fonte: Wikmedia Commons

3°etapa
Nesta etapa, após verificar o que os alunos apreenderam sobre o conceito de "Coronelismo", utilize a obra de Jorge Amado para ilustrar o tema em uma aula expositiva. 
É importante que o professor saiba que com a transferência da capital brasileira para a cidade do Rio de Janeiro e em função do crescimento econômico do sudeste em torno do café, o nordeste do país, que já era predominantemente rural, assumiu, mais ainda, esta característica de domínio dos coronéis. Esses tipos estavam espalhados pelos municípios nordestinos, mas nem todos eram amigos ou tinham o mesmo poder. Inclusive, havia muita disputa pelo poder. O coronel mais poderoso e violento se impunha. Assim, estabelecia alianças com outros fazendeiros e decidia pelo candidato que queria para governador do estado. 
O famoso escritor baiano Jorge Amado retratou o cenário nordestino dominado por coronéis em seus romances, demonstrando o poder e a disputa constante que acontecia entre os grandes proprietários de terra. Exiba em sala o trecho indicado do filme "Gabriela, Cravo e Canela" de 1983.
Procure mostrar a cena que retrata a disputa política entre coronéis e o uso da violência expressada através de seus jagunços. Tais características eram recorrentes no nordeste. O poder econômico dos coronéis, expresso através de suas propriedades rurais, refletia em poderes políticos muito maiores.
A união desses dois elementos fez com que coronéis permanecessem no comando de regiões rurais por muito tempo, gerando famílias influentes na política nordestina. O cenário só mudou com a dinamização da economia e a progressiva urbanização de certas regiões, situações que criaram postos de trabalho desvinculados da terra e do poder dos coronéis. Ainda assim, muito embora o poderio extremo dos coronéis no início do século XX tenha caído, algumas famílias de grandes proprietários de terras são predominantes na política nordestina e ainda desfrutam de certos privilégios e poder. Para ilustrar essa explicação solicite que os alunos leiam a reportagem "Parada no Tempo" de Veja. Em seguida, exiba o vídeo "Cultura Retrô - Coronelismo" de 5 minutos dísponivel no You Tube. O vídeo  faz uma síntese do assunto e o liga aos dias atuais. 


Avaliação
Após acrescentar os dois vídeos à explicação, peça à turma que faça uma dissertação explicando o que é o coronelismo, quem eram os coronéis, a origem do poder deles e o reflexo do poder econômico no poder político. Solicite que o texto faça uma correlação do poder dos proprietários de terra no nordeste no início da República com os dias atuais e utilize pelo menos uma das fontes usada em sala de aula e outra fonte livre confiável que o aluno deve pesquisar na internet. Verifique por meio da dissertação e da participação nas aulas se a turma compreendeu o termo coronelismo e a ligação entre propriedades rurais com poder político no debate realizado sobre o texto de Victor Nunes Leal.  
Antonio Gasparetto Júnior
Mestre em História pela Universidade Federal de Juiz de Fora


Jogo da memória de Matemática: subtração com base no 10

Você sabe quanto é 10-2? E quanto é 10-8? No baralho, encontre os pares de cartas com as contas e seus respectivos resultados. Boa sorte!

·       Feche a caixa
·       Jogo da antecipação


De olho na ortografia

Mostrar que a fala é diferente da escrita pode acabar com alguns dos erros mais comuns

"Professora, casa é com s ou com z?" Se você leciona Língua Portuguesa para as séries iniciais do Ensino Fundamental, certamente já ouviu muitas vezes perguntas desse tipo. As dúvidas de ortografia nessa fase são comuns e o grande dilema é justamente como solucioná-las. Por muito tempo, as escolas adotaram o repeteco: o aluno escrevia a palavra dez vezes. Torcia-se para que ele tivesse uma memória de elefante, capaz de decorar as grafias corretas. Dispostos a encontrar uma forma melhor de solucionar o problema, os professores da Escola de Educação Infantil e Ensino Fundamental Embaixador Assis Chateaubrind, em Osasco (SP), desenvolveram um novo método que vem dando bons resultados.



Varal de regras

Pendure as descobertas da turma na sala de aula. A partir de exemplos propostos por você, as crianças deduzem as regras ortográficas e as escrevem em papéis, que vão para o varal. Aos poucos, você classifica os assuntos por categorias. O varal sempre cresce, pois as palavras novas são acrescentadas. A atividade só faz sentido se houver uma discussão com as crianças. "É importante pensar sobre as regras e escrevê-las", explica Vírginia Balau. "O trabalho em grupo funciona bem porque, ao discutir com os colegas, o aluno toma consciência das normas ortográficas."

"O aluno pensa em várias possibilidades para representar um mesmo som", explica a coordenadora da 2ª série, Silvia Regina Juhas. "Quando mostramos que a escrita não é a transcrição pura e simples da fala, conseguimos eliminar muitos erros." Para fazer essa demonstração, os professores de Osasco resolveram primeiro descobrir quais eram os problemas mais recorrentes entre os alunos. Começaram listando as categorias de erros ortográficos em um grande mural (leia o quadro abaixo).
Ouvidos atentos 

Música e ortografia podem ser uma ótima combinação. Escolha a regra que pretende trabalhar e proponha que as crianças transcrevam os versos ou completem lacunas enquanto ouvem o cantor. "Assim é possível direcionar a discussão em torno da regra que se quer reforçar", explica Virgínia Balau. Ouvindo Leãozinho, de Caetano Veloso, os alunos aprenderam o uso do verbo no infinitivo e perceberam que a escrita é diferente da fala. Essa atividade pode ser feita ainda com outros gêneros de textos, como histórias e receitas.
Em seguida, propuseram aos alunos a reprodução de uma fábula. Isso permitiu categorizar os erros mais comuns e, a partir daí, desenvolver atividades. "O quadro mural é um diagnóstico para o professor planejar suas aulas", diz Virgínia Balau, psicopedagoga e assessora pedagógica de várias escolas públicas e privadas. "É recomendável, inclusive, que a sondagem seja freqüente, para acompanhar a evolução dos alunos." 
O trabalho em sala de aula foi desenvolvido a partir da descoberta dos acertos. Os professores discutiam as regras ortográficas com os alunos, ajudando-os a entender o que escreviam. Dessa forma, o espaço da memória foi reservado para os casos em que havia irregularidades. Depois disso era preciso fixar as descobertas nos exercícios e finalmente fazer com que os alunos as aplicassem nos próprios textos. 
Em todas as atividades, a coordenadora Silvia orienta os professores a mostrar a diferença entre escrita e fala. "Temos sempre o cuidado de explicar que não existe um jeito certo ou errado de se expressar, mas destacamos que a escrita é uma convenção, com regras definidas." Segundo Maria José Nóbrega, consultora da escola, o trabalho segue a recomendação dos Parâmetros Curriculares Nacionais, que defendem que as crianças não sejam discriminadas pelo falar. "Além disso, as atividades permitem que o aluno reflita sobre a língua e aja pensando", conclui.

Radiografia dos erros mais comuns

Esta categorização de erros ortográficos foi elaborada pela consultora Maria José Nogueira e adaptada para a escola Assis Chateaubriand. Avalie as principais dificuldades de seus alunos. Em seguida desenhe um quadro grande em cartolina ou papel sulfite, escrevendo os nomes dos alunos nas linhas e as categorias de erros nas colunas. Elas devem ser subdivididas em:
Transcrição da fala 
Ocorre quando o aluno escreve como fala. Aqui entram os erros como redução de gerúndios, ditongos, troca de e por i etc. Exemplos: pexe/ peixe, cantano/cantando. 

Regularidades contextuais 
O aluno não conhece as regras ligadas à posição ou à vizinhança da letra na palavra. Inclui as deficiências na representação de r, s, z etc. Exemplos: cachoro/cachorro. 

Regularidades morfológicas 
O aluno não conhece as regras de formação de palavras, como sufixos, plural e masculino. Exemplos: riquesa/riqueza, compramo/compramos. 

Sílabas não-canônicas 
São as que fogem do modelo consoante seguida de vogal, como dígrafos e grupos consonantais. Exemplos: seta/esta, secola/escola. 

Segmentação de palavras 
São os casos de hipossegmentação (quando não há separação da palavra onde deveria) e hipersegmentação (quando o aluno usa a separação em excesso). Exemplos: amenina, o com vidado. 
Etimologia 
São as palavras que têm de ser memorizadas, pois o aluno desconhece sua origem. Exemplos: oje/hoje, cassador/caçador. 

Nasalização 
Erros na representação do som nasal. Exemplos: pano/ pão, banãna/banana.

Quer saber mais?
Contatos
Escola de Educação Infantil e Ensino Fundamental Embaixador Assis Chateubriand, Cidade de Deus, s/nº, Osasco, SP, CEP 06029-900, tel. 11) 7084-5172

Maria José Nóbrega, R. São Paulo Antigo, 500, ap. 94, bl. B, CEP 05684-011, São Paulo, SP

Virgínia Balau, Rua Baltazar da Veiga, 489, ap. 67, CEP 04510-001, São Paulo, SP, tel. (11) 3846-2758 e 7245-2461, e-mail: virginiabalau@yahoo.com

Bibliografia
Ortografia: Ensinar e Aprender, Artur Gomes de Morais, 128 págs., Ed. Ática, tel. (11) 3346-3000, 14,90 reais

Escrita e Alfabetização, Carlos Alberto Farraco, 72 págs., Ed. Contexto, tel. (11) 3832-5838, 11,80 reais